À Descoberta das Terapias Complementares

 

À DESCOBERTA DAS TERAPIAS COMPLEMENTARES

Publicação de 15.Outubro.2016

José Carlos Valério

Terapeuta

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OS NOSSOS TEXTOS NÃO ACOLHEM O ACORDO ORTOGRÁFICO

O Termo ‘Holístico’ provém do termo grego ‘holos’ que significa Total.

Neste sentido e ao utilizar este termo, procuramos dar especial enfoque à vertente de totalidade do Ser Humano, objecto da nossa preocupação e tratamento. O Terapeuta Holístico/Complementar sabe que cada pessoa que o procura não é apenas o corpo físico que se apresenta à sua frente. Ele tem consciência dos 4 corpos humanos fundamentais – Físico, Psíquico, Emocional e Espiritual – bem como, da estreita interligação entre eles, de tal modo que todos se influenciam e determinam – positiva e negativamente – uns aos outros. A grande maioria das doenças de que nos queixamos não são mais do que o reflexo de algo que está a funcionar de um modo, digamos, menos afinado num – ou mais – dos nossos corpos não físicos.

Todos nós cuidamos diariamente, da nossa higiene e alimentação pessoal, não é verdade? Trata-se do nosso corpo físico, visível e sabendo que ele é a ‘casa’ onde habitamos ao longo de toda esta nossa existência aqui, cuidamos dele com mais ou menos atenção, com mais ou menos carinho. Mas cuidamos.

Porém, se nos focarmos em qualquer um dos nossos 3 corpos não físicos, quantos de nós cuidam deles na mesma proporção em que cuidamos do corpo físico? Quantos de nós têm consciência de que, mais que um corpo, somos energia integrada num Universo Energético e que importa, e muito, cuidar da energia que possuímos, emanamos e até, que recebemos, pois somos seres sociais? Dá que pensar, não dá? É esse o objectivo.

Como não cuidamos convenientemente da higiene e alimentação destes nossos corpos e porque não têm outra forma de se manifestar, quando algo não está bem regulado, o seu ‘Grito de Alerta’ é dado através do nosso corpo físico. E aqui temos a razão de tantas e tantas doenças.

Já em relação ao termo ‘Alternativas’ a questão que se coloca é diferente.

Acredito que a utilização deste termo enraíza na intenção de marcar a diferença em relação à Terapia ou Medicina Tradicional/Convencional. Contudo, esta terminologia possui, digamos, contra-indicações.

Na verdade, percebe-se a intenção até, de respeito para com a Medicina Tradicional. Não obstante, denominar estas nossas Terapias como ‘Alternativas’ pode mesmo parecer de alguma arrogância, acabando por trilhar a mesma via que se pretende ver eliminada no ‘olhar’ que colhemos da Medicina Tradicional.

Acima de tudo – e esta é a minha opinião pessoal, a postura que defendo – importa deixar claro que estas nossas Terapias não são, de modo nenhum, alternativas à Medicina Convencional.

Do mesmo modo em que existem situações cuja intervenção da Medicina Tradicional é absolutamente determinante e indispensável, outras há em que as Terapias Complementares realizam um trabalho igualmente determinante e indispensável, atingindo resultados tão ou mais satisfatórios.

Importa aqui sublinhar que na sua génese, os Terapeutas Complementares não são Médicos. Há muitos Terapeutas com Formação Académica Superior adequada à função que desempenham e outros que detêm Formação Específica e Especializada. Também existem muitos Médicos que pela abertura proposta por esta Nova Era, estão disponíveis e realizam Terapia Complementar. Contudo, são profissões e funções que, apesar de complementares, distinguem-se uma da outra.

Onde esta distinção se torna mais evidente é, talvez, na prescrição de medicamentos.

Na área das Terapias Complementares encontramos a Naturopatia e a Homeopatia como Terapias que, por excelência, são Terapias vocacionadas para a prescrição, mas uma prescrição específica: de Produtos Naturais.

Importa, então, sublinhar que quando nos referimos à prescrição de medicamentos de Farmácia, esta prescrição é exclusivamente efectuada por Médicos, não podendo ser realizada por qualquer outro profissional da área complementar, pois não tem Formação adequada para tal.

Este é mais um dos motivos por que defendo e utilizo a denominação de Terapias Complementares.

É na sã Convivência, Partilha e Intercâmbio de ambas as áreas terapêuticas que encontramos a verdadeira defesa dos Supremos Interesses e Essência do Ser Humano.

Termino com a descrição da imagem que utilizo para ilustrar esta questão. Imaginemos um barco de 20 metros – dimensão aleatória – no meio de um rio. Do barco avistam-se as 2 margens. Dentro do barco encontram-se 30 marinheiros – o número não é importante. Apenas tem de ser divisível por 2 -com estruturas físicas idênticas. Destes, 15 são Médicos e os outros 15 são Terapeutas Complementares. Os Médicos sentaram-se de um lado do barco, enquanto os Terapeutas Complementares se sentaram no outro lado, todos prontos a remar. Ao iniciarem a sua tarefa de remar de forma harmoniosa e perfeitamente ritmada, rapidamente se aperceberam de que o barco navegava em círculos, não saindo do mesmo sítio do rio. Pararam e questionaram-se acerca da razão pela qual, remando de forma tão vigorosa e ritmada, não saiam do mesmo lugar e não chegavam a uma margem. Foi então que o Capitão da embarcação interveio e lhes disse: Ainda não perceberam porque não saímos daqui? Pois bem, eu digo-vos. O vosso problema é que têm um objectivo comum, mas cada grupo colocou-o em margens opostas. Depois sentaram-se de modo a cada um remar em direcção ao seu objectivo, o que levou cada grupo a remar para seu lado. Vamos lá levantar, dialogar e definir em que margem está, realmente, o objectivo de todos vós. Depois, todos aos seus lugares e remem todos para o mesmo lado. E não se esqueçam que, contra tudo e contra todos, o vosso objectivo único e comum é a saúde e bem-estar de todos e cada um dos Seres Humanos.